5 de dez. de 2009

Crônica de um dia carregado de nostalgia e expectativa

Hoje pela manhã, bem cedo, vim para a capital mineira retirar o kit do atleta para participar da 11ª Volta Internacional da Pampulha.

Na véspera, já havia consultado o Climatempo que indicava só chuva e não deu outra, durante a viagem e na Pampulha, na sede do Iate Clube, onde seria entregue o kit era aquela aguadia, porém acompanhada daquele clima gostoso e afável de pré-prova. Conversa com um, com outro desconhecido, assinatura de revista, compra de alguma bugiganga ligada a corrida. Como sempre. Inclusive a tradicional retirada dos Kits de vários amigos que só virão no dia da prova.

Entulhado de sacolas de kits fui para o hotel já reservado. Era só chuva. Instalado após um almoço com muita verdura e um pouco de carboidrato, como é recomendado, houve pausa para um relax.

Como um turista, onde já morei há quase trinta anos, andei pelas ruas como se estivesse em um lugar desconhecido, e ao mesmo tempo relembrando nostalgicamente de muita coisa. Há muito tempo só venho à Belo Horizonte apenas a serviço e, diga-se de passagem, muito rápido.

No final da tarde, após um gostoso cochilo, quando chovia sem parar, com a água caindo na lata que cobre o aparelho de ar condicionado, do lado de fora, no 16º andar, tinha seu barulho aumentado, o que muito me agradava. Gosto tanto de chuva que já cheguei a colocar uma lata na sacada do meu quarto para aumentar seu barulho. Curioso que depois de fazer isso várias vezes, em um livro que li, mencionava sobre esta prática.

Até ai tudo muito romântico, mas não deixava de pensar como seria a Volta da Pampulha, na manhã seguinte. As evidências eram de 18 km debaixo de muita chuva e o pior, aguardar a largada naquelas condições. Cheguei até a questionar a minha participação. Chovia muito!

No final da tarde, sai para tomar um café, e ao lado do hotel que fica no centro da cidade, deparo com uma lanchonete, daquelas que tem um punhado de liquidificadores à mostra, cada um com uma vitamina diferente. Não resisti, mais uma vez, nostalgicamente, lembrei-me dos velhos tempos e pedi à moça um copo de vitamina de frutas com a de abacate, porém, a de frutas servida até meio copo e a de abacate por cima sem deixar muito misturar. O copo fica bicolor. Tomei esta mistura acompanhada de um gostoso pão de queijo. Esse era meu desjejum todos os dias nos meus idos vinte e poucos anos. O sabor me fez viajar no tempo.

Agora, de volta ao quarto do hotel, ao som da sinfonia molhada da natureza, não poderia deixar de registrar esse momento permeado de nostalgia e expectativa. Quanto à prova de amanhã que não tenho a menor idéia o que sucederá.

Enquanto ansioso aguardo a chegada do grande momento, mais tarde terei o já tradicional jantar de massa pré-prova.

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2 de dez. de 2009

A descoberta do século!

Depois de anos de incansáveis pesquisas, os geólogos concluíram que Minas Gerais não é banhada pelo mar devido às fervorosas orações dos mineiros.
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Santa insanidade!

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Hoje pela manhã, em um telejornal, vi uma notícia sobre pessoas que esperavam há dois dias em uma fila longa e desorganizada, para comprar ingresso para um jogo de futebol.

Além da maioria não conseguir o ingresso, houve pancadaria, agressões de toda natureza. Uma verdadeira baderna.

Do conforto de onde estava observava aquela estupidez buscando uma justificativa para o ato inconsequente daquelas pessoas que enfrentavam adversidade de toda natureza, para comprar um ingresso para assistir a um jogo de futebol.

Sempre questionei a sanidade do ato de “torcer” para algo, como time de futebol, piloto de carro de corrida e qualquer outra coisa que, na realidade, não temos qualquer ligação.

É um ato desvairado onde se concentra energia para o sucesso de alguém que não participa de nossa vida e tão pouco conhecemos pessoalmente e que, na realidade, não nos diz respeito em nada.

Há muito, assistindo a uma entrevista ao músico Lobão, que se apresenta como um porra-louca, ele falou algo que sintetiza bem o que é um “torcedor”, é aquele que “goza com o pau do outro”.

No caso específico do futebol, o torcedor esforça para o sucesso de um sem número de pessoas que nem conhece, como o cartola, o jogador, o técnico, o comentarista, dentre outros. E fazem isso gratuitamente.

Nenhuma dessas pessoas concentra energia ou esforço em prol daquele torcedor, que em sua maioria trabalha de sol a sol, ganha um salário mínimo, paga aluguel, tem uma vida miserável e, mesmo assim, torce, briga, assiste à televisão atraindo patrocinadores, enfrenta fila, apanha, paga ingresso e contorce de todo o jeito para que aqueles desconhecidos, que nem sabem de sua existência gozem. E como gozam!

Esta situação não se aplica apenas ao futebol, mas a todo tipo de torcida insana, como o torcedor político. Torcer não é um ato sensasto, a não ser que seja para nós mesmo, para nossos amigos terem sucesso, para nossos familiares ou para alguém, que mesmo não sendo conhecido, realmente mereça.

Curioso é que eu nunca vi ninguém torcendo para um cientista descobrir a cura de uma doença que apoquenta a humanidade e nem para outras situações semelhantes.

Neste momento lembro de uma frase do pensador indiano Sri Nisargadatta Maharaj que deixo para a reflexão de todos:

“Minha vida é uma sucessão de eventos, exatamente como a sua. Só que eu estou desapegado e vejo o show que passa somente como um show que passa, enquanto você se agarra às coisas e fatos e se move junto com eles.”
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1 de dez. de 2009

XTerra Night Trail Run


Sábado, dia 28 de novembro, em Tiradentes, com largada pontual às 20:00 horas, aconteceu a XTerra Night Trail Run, a corrida de aventura do circuito de provas de aventura XTerra no Brasil, da edição Regional Estrada Real – MG.

A edição de Tiradentes fechou o circuito nacional, que teve além da Night Trail Run, as provas de Duathlon, Mountain Bike e Corrida Infantil.

A infraestrutura do evento superou tudo que eu já tinha visto em termos de corrida, bem como o kit do corredor, que contava com uma lanterninha de cabeça, sem a qual não seria possível participar da prova dado a escuridão.

A prova teve um grau de dificuldade que me surpreendeu. Jamais imaginei que iria enfrentar uma verdadeira pedreira. Teve piso de todo jeito. Aquele calçamento péssimo de Tiradentes, pé-de-moleque, muita lama, atoleiros, pedra solta, pasto, mato, trilhas estreitas, córregos a serem atravessados, buracos, muita subida íngreme e longa, enfim, um verdadeiro exercício de superação.

Tanto que toda prova agracia os participantes com a chamada “medalha de participação” ou “medalha de finisher”, a desta prova leva o nome de “medalha de Survivor” (sobrevivente).

Em todo o evento havia participantes de várias partes do mundo e a Night Trail Run contou com três participantes de Divinópolis, Eu, a Glória e o Sandro Cruz, devidamente trajando o conhecido uniforme de nossa equipe Acord.

Como sempre ocorre em corridas fora daqui, fomos reconhecidos, devido nosso uniforme e quando cada um entrou no funil, o locutor da prova saldou a Acord e Divinópolis.

Houve um consenso entre nós três: - foi a melhor prova que já participamos até hoje.


O ano que vem estamos com planos de participar não só da etapa de Tiradentes, mas de outros lugares, já que o circuito acontecerá em cerca de doze cidades diferentes pelo Brasil.

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30 de nov. de 2009

Sobre meu sumiço!

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Estive em off por alguns dias, mas foi por razões alheias a meu querer. Tal se deu devido a muito apertado de serviço, inclusive, com várias viagens.

Evidentemente que houve também viagens de laser e de corrida, sendo que a última prova que participei foi na agradável Tiradentes, no fechamento da temporada no Brasil do Circuito Internacional da Xterra, tendo eu participado da Night Trail Run, que abordarei no próximo post.

Sempre estive como o notebook e a internet móvel, mas é complicado conseguir um espaço para concentração necessária para escrever os posts, vez que nestas circunstâncias estamos envolvidos em outros focos.

Vale considerar também, que há momentos em que precisamos de um descanso de computador e da internet.

Porém, o que me cabe agora é tirar o atraso e manter minha meta para o Blog, que é fazer uma postagem por dia.

Estou buscando uma solução para que em situações semelhantes não ocorra este hiato de postagem.

Portanto, mãos a obra!

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25 de nov. de 2009

Eu moro para lá de Paranapiacaba

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Em janeiro de 2008, quando comecei a correr de forma mais organizada e efetiva, comprei um monitor cardíaco para controlar a frequência do coração e assim trabalhar dentro do recomendado, ou seja, não esforçar acima do meu limite.

Adotei uma tabela de cálculos dentre várias. Feitos os cálculos, passei a correr dentro da minha “zona alvo”. Assim que começava a ultrapassar eu diminuía o ritmo e vice-versa.

Estando com um potencial cárdiorespiratório bom, notei que aquele negócio estava prejudicando meu rendimento. Como se fosse um tacógrafo que regula a velocidade de veículos.

Foi então que lembrei de uma velha técnica ensinada pelo genial Nuno Cobra, que consiste em falar pausadamente, na expiração, a frase “EU MORO PARA LÁ DE PARANAPIACABA”, por três vezes, sem interrupção e sem ficar ofegante. Se assim conseguir há um absoluto estado em equilíbrio na demanda de oxigênio.

Dependendo da forma em que se pronuncia a frase, será deliberado para diminuir o ritmo, mantê-lo ou até mesmo aumentar.

É um método simples e eficaz, sem que precisamos de qualquer acessório, principalmente a incômoda cinta no peito. É tão prático que não há como esquecer o equipamento, o que às vezes ocorre em relação à cinta do monitor cardíaco.

Assim, aposentei o meu frequencímetro e ganhei mais liberdade, pois ao invés de usar fórmulas genéricas, que são contraditórias entre si, sem qualquer vínculo pessoal, utilizo um método personalíssimo e o que é melhor, natural.

Para se ter uma idéia, recentemente foi divulgado uma nova formula para avaliação da freqüência cardíaca, diferente de todas que já existiam, o que coloca em xeque a confiabilidade de todas elas.
Mais uma vez afirmo o que tem sido a tônica desse Blog, para que complicar se podemos simplificar e a simplicidade traz a liberdade.

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CLUBE VIVA VIDA - O Dia da Feliz Idade

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Recebi um e-mail do Rominho Duarte dando conta de um evento o qual sugeriu que fosse divulgado pelo Blog Contextura, o que de pronto concordei, tendo em vista a relevância do tema.

Ao receber este e-mail do Rominho me veio à lembrança um artigo sobre a situação do idoso na sociedade que escrevi para um jornal há algum tempo, ensejando sua postagem aqui, o que farei em breve.

Com o patrocínio de várias empresas a RD Empreendimentos promoverá no mês de dezembro próximo mais uma edição do CLUBE VIVA VIDA - O DIA DA FELIZ IDADE.

Serão oferecidas 150 vagas e os interessados deverão ficar atentos ao início das inscrições.

O evento tem data marcada para o dia 12 de dezembro de 2009.

O CLUBE VIVA VIDA é um projeto voltado para o público acima de 50 anos e tem como objetivo a promoção da melhoria da qualidade de vida, o congraçamento e a troca de experiências entre os participantes.

Temperado com muito bom humor e descontração por parte dos participantes, suas ações constam de atividades físicas, bailes, palestras, atividades recreativas, hidroginástica, pilates, relaxamento, caminhadas, passeios, bingos, dança sênior, artesanato, dança de salão, sessão de cinema e outras atividades voltadas para quem busca, antes de tudo, saudar a vida e vivê-la com intensidade.

Maiores informações poderão ser obtidas através dos telefones: (37) 9963-3964, (37) 8818-0391, ou pelo e-mail: rd.empreendimentos@yahoo.com.br.

Vamos divulgar, pois a iniciativa merece aplausos.
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20 de nov. de 2009

Por que a Eva comeu a fruta?

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Não foi assim tão fácil!!!
No início, Eva não queria comer a fruta.
- Come - disse a serpente astuta! - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva. Virando-se para o lado!
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Cruzou os braços, olhou bem na cara da serpente e respondeu firme: - Não!
- Serás imortal.
- Não! Já disse!
- Serás como Deus!
- NÃO, e NÃO! Já disse que NÃO!
Irritadíssima, quase enfiando a fruta goela abaixo, a serpente já estava desesperada e não sabia mais o que fazer para que aquela mulher, de princípios tão rígidos e personalidade tão forte comesse a fruta. Até que teve uma idéia, já que nenhum dos argumentos havia funcionado...
Ofereceu novamente a fruta e disse com um sorrisinho maroto:
- Come, boba!!! EMAGRECE!!!!
Foi tiro e queda!!!!
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17 de nov. de 2009

POXA, QUE COXAS!

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Por mais que eu tente, não consigo compreender a imbecilidade de algumas pessoas.
Recentemente, os noticiários foram inundados com uma notícia absurda: primeiro pelo fato em si e segundo pelo crédito dado a algo tão banal.
Cuida-se do infeliz caso da estudante que foi à escola usando uma mini saia, que na verdade não era tão mini assim.
Seria até plausível se as reportagens focassem a estupidez de quem censurou a moça e não a sua mini saia, mas ocorre que a impressa é um reflexo de seu público alvo.
Na verdade, as dimensões da saia daquela moça estavam na mente hipócrita dos estudantes que estão alheios a uma série de fatos realmente escandalosos.
Será que estes estudantes não percebem o escândalo que é a péssima qualidade de ensino no Brasil, a ponto de fazer aquela moça com seu traje parecer uma freira?
Será que estes “cidadãos”, não vêem o quão indecentes e vergonhosas são as condutas daqueles outros “cidadãos” que estão lá em Brasília dizendo que estão representando o povo?
O que será que estas pessoas, que escandalizam com uma mini saia fazem às escondidas, embora estão pregando uma “pseudo” oratória ilibada?
Não é de surpreender que sejam pedófilos com adesivos negros nos vidros de seus veículos, combatendo esta prática.
Este episódio me fez lembrar o filme “Beleza Americana”, que é o retrato fiel de uma sociedade hipócrita.
É muito triste saber que a sociedade terá cargos importantes ocupados por muitos desses estudantes que estão começando uma vida alicerçada em estupidez desta natureza.
Se aqueles jovens tivessem mobilizado suas forças, da mesma forma que fizeram para censurar aquela moça, porém para corrigir umas das incontáveis mazelas deste país, certamente alcançariam seu escopo.
Quisera eu que os escândalos do mundo fosse um par de coxas à mostra.
Isto aqui seria um paraíso, no duplo sentido.

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16 de nov. de 2009

A nossa negligência está nos destruindo.

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Eu invejo paises como o Chile, dentre outros, onde a população é altamente politizada e com uma consciência de cidadania, o que contribui para um engrandecimento da nação.
Não se pode confundir política, com essa farsa praticada pelo eleitor e por nossos políticos. Os partidos políticos daqui do Brasil, são totalmente destituídos de ideologias. Existem apenas por uma exigência da legislação eleitoral, que por sinal é uma das mais rígidas do mundo como também a menos cumprida.
O absurdo é tão grande que os políticos pulam de partido em partido, como se fosse brincadeira e tudo em função de interesse pessoal. É lamentável que não existe uma fiscalização e punição para essa baderna, ou seja, a rigorosa legislação eleitoral existe apenas pro forma. Uma população politizada jamais permitiria esta bandalheira.
Na verdade o que é chamado de política no Brasil, cuida-se de politicagem, ou seja, uma política mesquinha, onde apenas se exercitam os interesses pessoais.
Há muito preconizo uma forma de moralizar essa situação, que é através do ato de se anular o voto, mas depois do episódio do Marcos Valério e gang, cheguei à conclusão que isto é uma utopia, pois a participação popular nas eleições continuou na mesma. Um sem número de corruptos e desqualificados foram eleitos e continuam sendo.
Assim, no início desse Blog, lancei outra sugestão, utilizando um trabalho que segundo me informaram é do Ziraldo: Não reeleja ninguém!
Se o eleitor brasileiro não consegue enxergar legitimidade e cidadania no voto nulo, que então comece com uma faxina nos poderes legislativos e executivos, ou seja, não reelegendo ninguém.
Pense nisso na próxima eleição!
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15 de nov. de 2009

1ª Corrida Do ABC - II

Hoje pela manhã, com largada pontual às 9:15 horas, no complexo do Gravatá (Divinópolis), aconteceu a 1ª Corrida do ABC, a qual superou minhas expectativas.

A festa promovida pelo ABC e organizada pelo Xisto, foi um sucesso, estando todos de parabéns.

Foi um evento bonito alegre, muito organizado, contando com a presença de atletas de toda a redondeza, inclusive da Grande Belo Horizonte.

A despeito de não ter treinado esta semana, sendo que, minha última corrida foi domingo passado, devido a problemas com uns desagradáveis cálculos renais, que estão prejudicando muito minha performance, consegui a proeza de manter um ritmo de 05:32 min/km, o que entendo ser muito bom dada as circunstâncias.

Bem que tentei render mais, tendo elegido a Wanderli como pacer, mas no km 4 ela me ultrapassou e chegou na minha frente. Porém vale considerar que ela está treinada e participará, domingo que vem, da Maratona de Curitiba (42 km), juntamente com a Cristina e o Janslley.

Houve muita música, dança, distribuição de frutas, sorvete à vontade, cuidado com a saúde, onde inclusive fiz um check-up com ótimos resultados.

Fato marcante foi o pódio masculino da categoria acima dos 70 anos, o qual só deu ACORD, com o 1º lugar do José Cassiano, o 2º com o Geraldo Marcolino e o 3º a cargo do Sr.Joaquim, somado 215 anos de vitalidade.

Evidentemente que, por se tratar da primeira edição há alguns pequenos pontos a serem acertados, o que acredito serão observados na próxima edição que se encontra agendada no nosso calendário de provas do “Circuito Conheça Divinópolis Correndo” para 2010.

O que já está virando lugar comum, é o fato da Glória subir ao pódio e hoje, faturou mais um troféu (foto acima), sendo que ainda houve um premio financeiro.

Mais uma vez confirmou aquilo que sempre falo, as corridas daqui, bem como de outras cidades do interior, ao contrário das grandes provas, nas capitais, são eventos agradáveis, calorosos, onde todos se conhecem e há uma confraternização geral. Tanto que ficamos hoje após a corrida até além do meio dia e quando saimos ainda ficaram muitas pessoas festejando.

Portanto vamos prestigiar as nossas pequenas grandes corridas, sendo que a próxima, aqui em Divinópolis, será dia 29 de setembro, com largada às 9:30h, no Bairro Bom Pastor.

Contamos com sua presença!
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14 de nov. de 2009

Hurra! 500 acessos!!!

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Não poderia deixar de compartilhar com todos o meu contentamento ao abrir o Blog, neste exato momento, e constatar o registro de 500 acessos.

São 41 dias de existência do Blog, o que computa mais de 12 acessos por dia.

Esta alegria devo a vocês, que têm prestigiado meu trabalho, participando com acessos, comentários, telefonemas e, sobretudo, com muitos e-mails elogiosos.

Como já disse por oportunidade em que o Blog completou seu primeiro mês, esta atividade tem sido muito gratificante e enriquecedora. Bastaria um único acesso para consagrar este contentamento, o que diria 500.

Assim, só me resta agradecer a todos, já que este trabalho não teria qualquer sentido se não fossem vocês.


Vida longa para todos nós e para o Blog Contextura!
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Brasília 50 anos - O nascimento de uma nação

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A Revista Veja publicou a semana passada uma edição especial comemorativa dos 50 anos de Brasília, com o subtítulo “O nascimento de uma nação”.

Não quero entrar no mérito se a construção de Brasília foi algo bom ou pernicioso para o país, por entender que na altura dos acontecimentos seria bizantinismo, vez que é uma realidade e não comporta mudanças.

Só sei que é uma cidade curiosa, interessante e bonita onde passei agradáveis momentos em visita à família Ximenez, por várias ocasiões.

Quanto à edição da Veja, achei extremamente primorosa e dando um enfoque interessante aos registros históricos, trazendo uma série de informações por mim desconhecidas.

Além de tratar das questões ligadas à mega obra, as personalidade, a política, apresenta a influência nas artes e no cotidiano das pessoas.

Exemplo disso é o duelo existente entre músicos o que gerou canções. Ataulfo Alves era favorável à criação de Brasília, tendo inclusive composto sambas neste sentido, o que era contrariado por Billy Blanco.

Não ficou de lado a influência na bossa nova, notadamente Tom Jobim e Vinícius de Morais e no mais recente “Aborto Elétrico” conjunto de estréia do Renato Russo.

A crônica de Rubem Braga era uma combatente acirrada à construção de Brasília, já o genial Nelson Rodrigues apoiava a idéia, o que gerou vários trabalhos de ambos os lados.

A edição não deixa de lado a influência na moda, abordando o trabalho do já falecido Dener.

É importante destacar a fartura de reproduções de documentos, desenhos e fotografias, simplesmente maravilhosas, a exemplo da que ilustra este post, onde se vê o Palácio da Alvorada, praticamente pronto, no meio do nada.

Este espaço é pequeno para demonstrar o quão primoroso é o trabalho e suas nuanças, o qual me fez lembrar o Velho Ildeu, que gostava muito de coisas dessa natureza e certamente me influenciou neste sentido.
Vale uma pequena referência, que a publicação antecede à comemoração dos 50 anos de Brasília que será em 21 de abril de 2010.
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Contextura

ildeu guimarães mendes

Pedaço de mim desgarrado,
paradoxalmente
tão perto e tão longe!
Minha essência etérea,
a permear minha existência.
Perdido divago,
entremeado de contradições,
desilusões e ilusões.
Conhecedor do sublime,
quando tudo era palpável.
Nada mudou.
Nada muda.
Tudo é tão previsível,
independente de como se mostra.
Espreita...Espero...Esperança...

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Em 12/07/04 escrevi esse poema, o qual intitulei de Contextura, quando nem imaginava em criar este Blog. Recentemente, quando buscava um nome para o Blog, não recordava deste poema. A homonímia foi pura coincidência, ou não!
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12 de nov. de 2009

Vamos dar um basta ao gerundismo?

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Hoje conversando com uma pessoa me incomodou sobremaneira o seu uso excessivo desse horroroso vício de linguagem que é o gerundismo. Parecia que até substantivo ela colocava no gerúndio. Era, vou estar fazendo pra cá, vou estar comprando pra lá, vou estar telefonando, vou estar chamando e por ai vai. E meu sangue quase que ia “estar talhando” de raiva.

Ora, em português, não se coloca no gerúndio um verbo precedido de outro no infinitivo, para expressar futuro, portanto, as expressões acima deveriam ser “vou fazer”, vou comprar, vou telefonar, vou chamar. Para que inventar se existe uma forma muito mais simples e correta de se expressar, ainda mais considerando os inúmeros recursos lingüísticos de nosso idioma para a flexão verbal.

A razão deste péssimo hábito de linguagem estar se alastrando (aqui não é gerundismo, pois está indicando uma situação presente) cada vez mais, a meu ver, tem duas origens: primeiramente oriunda de traduções mal feitas do inglês, como do tempo verbal “present perfect” que diz “I am going” dentre outros e, segundo, devido a necessidade que o ser humano tem de parecer diferente, de chamar a atenção para si.

Quem usa o gerundismo, pode ter ouvido ou lido uma tradução equivocada, achou bonito e sem saber que aquilo não se aplica ao português, passou a utilizá-lo por ignorância, achando que está sendo o supra-sumo da linguística (agora sem trema).

Entendo que este problema tem mais ligação com o âmbito comportamental do que com o linguístico.

Situação semelhante ocorre com a palavra “ioga”, quando equivocadamente as pessoas a pronunciam com o “o” fechado. Em um próximo post, a pedido, abordarei tal palavra.

Assim, não é aconselhável complicarmos, pois corremos o risco de errar. O bom senso orienta a primar pela simplicidade. Vamos preservar nossa língua livre de vícios desta natureza, que tudo ficará mais bonito, harmonioso e fácil.

Quem muito inventa para "abafar", acaba por incorrer no ridículo.
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11 de nov. de 2009

Assim disse o bruxo!

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Existem livros que vale a pena revisitar de vez em quando. Ontem à noite buscando algo para ler peguei “A Erva do Diabo”, livro escrito por Carlos Castanheda, então estudante americano de antropologia, que foi ao México conhecer a cultura nativa e suas drogas alucinógenas, para fundamentar sua tese de pós-graduação.

Nesta empreitada, Castanheda conviveu por alguns anos com um velho índio, que dominava os “poderes” da pajelança, e chamado por ele de Dom Juan.

O trabalho de pós-graduação virou livro e o índio Dom Juan seu personagem principal.

Esse livro foi lançado no final da década de 60, época auge da contracultura hippie onde a tônica era sexo, droga e rock-and-roll, e quando tudo isso acontecia de uma forma romântica.

Naquela época, e até mesmo uma década depois, esse livro era uma das bíblias hippie, juntamente com os escritos pelo Lobsang Rampa e outros mais.

A narrativa, às vezes é entediante dado às divagações, como se estivessem narrador e leitor em viagens alucinógenas.

Mas é um livro muito bom, com reflexões profundas que nos propicia muito prazer durante a leitura. Exemplo disso, é o trecho a seguir transcrito, que encontra-se grifado no meu livro, como várias falas fantásticas. Esta é uma fala do bruxo Don Juan para Carlos Castanheda, que nos faz refletir sobre a soberba.

“...muito de nossa energia é usada para sustentar a nossa empáfia... Se conseguíssemos perder um pouco dessa empáfia, duas coisas extraordinárias aconteceriam: libertaríamos essa energia que tenta preservar a noção ilusória de nossa grandeza e teríamos energia sobrando para vislumbrar a verdadeira grandeza do universo.”
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9 de nov. de 2009

8 de nov. de 2009

6ª Corrida Rústica de Nossa Senhora da Conceição

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Hoje pela manhã, aqui em Divinópolis, com largada às 9:30 horas, aconteceu a 6ª edição da Corrida de Nossa Senhora da Conceição, com 9,7 km, no bairro do mesmo nome da corrida.

É a prova mais pesada do nosso circuito, com um grau de dificuldade superior a muitas provas maiores, o que não foi obstáculo para nós, aficionados por corrida, que comparecemos e lutamos contra um percurso difícil e sob um sol abrasador.

Como sempre a organização da ADDRA esteve impecável com o importante apoio da ACORD.

Assim que terminou a corrida a Mychelli levantou um questionamento sobre o que nos leva, semana após semana, submetermos a provas de resistência dessa natureza, chegando praticamente ao limite da exaustão, oportunidade em que solicitou que fizesse uma postagem sobre o assunto.

Segundo o Zé Maria Assunção, só pode ser loucura, pois corredor tem um parafuso a mesmos, mas na minha opinião existe algo importante e curioso que nos motiva e seguindo a sugestão, em breve abordarei o tema.

No mais, foi uma manhã esplendida onde prevaleceu aquele clima gostoso antes e após as provas. Domingo que vem tem mais, só que por conta do ABC, sob o comando do competentíssimo Xisto, que nos prestigiou com sua presença hoje na corrida.

Até domingo que vem!
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5 de nov. de 2009

1ª Corrida do ABC - a corrida da discriminação.


Hoje, às 19:30 horas, eu, Renatinho, Leônidas e o Marcelo, fizemos um treino pelo percurso da 1ª Corrida da ABC e depois houve uma pausa para uma água de coco geladinha, - o melhor dos isotônicos.

Foi um treino extremamente agradável primeiramente pela companhia e em segundo lugar pelo percurso que é muito bom, tendo sido a segunda vez que o faço, sendo que a anterior foi junto à Glória e serviu para reconhecimento.

A despeito de ter feito a inscrição para esta corrida, o fiz a contra gosto e tão somente pela paixão pelo atletismo, pois o regulamento é lastimável.

Pasmem!, mesmo sendo o percurso idêntico para homens e mulheres, o valor de inscrição igual para ambos como tudo na prova, o ABC entende que o esforço e dedicação femininos valem menos que o masculino.

Veja que as faixas etárias feminina são de 10 em 10 anos de idade ao contrário da masculina que é de 5 em 5, a feminina é limitada em 50 anos, sendo que a masculina vai até 70.

E não fica por ai, a premiação monetária feminina no geral é inferior à masculina.

Esse regulamento é discriminatório para com as mulheres, desvalorizando-as em relação aos homens. Não é de se entender a razão dessa postura do ABC uma vez que o esforço é igual como todas as obrigações constantes do regulamento.

É inaceitável que uma empresa do porte dos Supermercados ABC, tenha esta postura retrógrada.

Com esta posição os Supermercados ABC assumiu entender que as mulheres têm menos valor que os homens, em aviltante desrespeito aos direitos humanos e às normas traçadas pela Constituição Federal.

Lamentável termos que assistir absurdos como este!
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3 de nov. de 2009

Para ser feliz instantaneamente!

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Bené Fonteles é talvez o maior artista brasileiro desconhecido, como disse Mirna Grzich. Ele é um multiartista, que tem uma obra diferente, que passa pela escrita, música, pintura, escultura, tudo impregnado de natureza. Eu diria que sua arte e ecológica, no sentido mais amplo da palavra.

Existe um sem número de métodos pra ser feliz, para isso, para aquilo, livros que abordam as mais diversas maneiras de ter sucesso, ficar rico, bonito, magro e por ai vai, mas ninguém conseguiu ensinar a felicidade de uma forma tão simples rápida e poética com fez Bené Fonteles.

Para se ter idéia do que estou falando, apresento “Algumas Sugestões para ser Feliz Instantaneamente” pelo Bené Fonteles:

1. Respeitar o ofício das formigas e dar vagas para estacionar pensamentos vagos;

2. Ler a poesia brasílica e séria de Nicolas Behr rindo com ele e de si mesmo;

3. Tomar banho de chuva pelado e nu de medos de estar sendo visto por alguém vestido de pudor;

4. Aprender a conversar bobagem com árvores inspirado na pureza de Manoel de Barros e deixar por nada peixes n’água, vaca na relva e galinha no poleiro por tudo que é amor e dó;

5. Fazer coisas que não servirão para nada, desmanchar tudo e fazer de novo;

6. Dar quase tudo que se tem, ficar com o gesto, a fala e a alegria essencial, porque o que restar dá de sobra;

7. Gostar das pessoas por gostar e aprender que nem gostos nem desgostos com nada. José SaraMago das palavras diz que “Gostar é a melhor maneira de ter. Ter deve ser a pior maneira de gostar”;

8. Amar o mais próximo, que é você mesmo, seu ignorante, para só depois amar os mais próximos e com aquela poesia de Carlos Drummond: “Amor é estado de graça e com amor não se paga”;

9.Ser feliz por não depender nem da própria felicidade e ser feliz agora mesmo, que amanhã não dá tempo.

Que tal?

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31 de out. de 2009

A JORNADA SOLITÁRIA DE UM MARINHEIRO EM BUSCA DE SI MESMO

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Durante uma boa parte da minha vida, tive uma identificação muito grande com o elemento água, com o mar, com questões náuticas, como windsurf e com o barco monotipo laser, inclusive esse último compartilhado com o Nelson (otorrino), velho amigo distante, tendo-nos vividos agradáveis momentos embarcados neste pequeno veleiro. Ainda imbuído neste sentimento de marinheiro escrevi este poema, que data de 27/06/02.

Mundo sem fim
Águas verde azuladas intermináveis
Ao longe o intangível horizonte
Para cima e para baixo intercalam
Água, céu, água, céu, água, céu...
Timão firme
Vento na genoa
Arriba a proa
Escorre o suor, salgado como o mar
Ao longe saltita um golfinho, vários agora
Tudo maravilhoso ao redor
No coração do velho Marinheiro
Bate uma dor descompassada
Seguir sempre em frente
Buscando sem saber o que
Na ânsia de se encontrar
Singra adiante, sem parar
Em volta um grande vazio
Mas que aparenta estar todo preenchido
Há milhas sem qualquer pessoa
Solidão total
Há tempos com uma grande interrogação
Dúvida maior não há
Continua a jornada.
Já passou a infância...
Há muito se foi a juventude...
Ficou para trás a maturidade...
Agora só resta a longa barba alva
E os escassos cabelos grisalhos
Mesmo assim, não cessou a busca
Já não resta muita incitação,
Só um grande temor por não conseguir...
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29 de out. de 2009

Afinal, o que é ioga?

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Vou tentar fazer algo muito difícil, que é definir ioga em poucas palavras, dado a amplitude desse sistema cultural filosófico.

Ioga é um dos seis sistemas fundamentais do pensamento indiano, que tem origem nos Vedas, o mais antigo registro da cultura indiana.

Sinteticamente a palavra exprime união, evidenciando a integração do homem em um todo, e isso é feito, basicamente, através da cessação dos turbilhões da mente.

É um sistema simples, porém complexo para o homem contemporâneo e ocidental. É formado por oito preceitos. Esses preceitos são chamados Ashtanga (ashta = oito e anga = passos), que são a base, dispostas em forma de etapas, para se atingir o objetivo capital que é o Samadhi, um estado de paz, a iluminação.

São estes os preceitos:
1) Yamas: consiste em exercitar a não violência; a verdade; a não cobiça; conter excessos e o desapego.
2) Niyamas: procurar viver com pureza; com contentamento; com disciplina; em aprendizado e numa entrega.
3) Asanas: praticar as posturas físicas
4) Pranayama: praticar exercícios respiratórios
5) Pratyahara: buscar abstrair os sentidos externos
6) Dharana: dominar a concentração
7) Dhyana: praticar a meditação
8) Samadhi: resultado da prática dentro dos princípios acima atingindo um estado de paz, iluminação.

No ocidente a ioga é vista exclusivamente dentro do que preconiza o terceiro preceito, “asanas”, que consiste na prática de um dos tipos de ioga, qual seja a hata-ioga.

Os asanas praticados na hata-ioga são apenas a ponta de um enorme iceberg e que pouco efeito tem isoladamente, se comparativo ao sistema como um todo.

Em princípio os asanas têm por objetivo preparar e fortalecer o corpo para a meditação, que é o penúltimo preceito a ser dominado para atingir um estado de paz total.

É importante destacar que não existe ioga sem meditação, pois esta é a essência deste sistema que data cerca de 5000 anos.

Não fosse a ioga algo que merecesse crédito, não teria sobrevivido tanto tempo e atraído a atenção de pessoas de peso na formação do pensamento humano como Jung, Fernando Pessoa, Nietzsche, Schopenhauer e muitos outros.

Tenho um antigo livro de ioga traduzido do inglês pelo Fernando Pessoa, que foi um iogue sem nunca ter feito uma postura (asana), portanto é perfeitamente factível a ioga sem as posturas físicas, que são uma adição relativamente recente ao sistema.


Muito mais há a acrescentar, mas espero que nesta sucinta explanação tenha trazido a essência da ioga e ter contribuído para esclarecimento do assunto tão simples quanto complexo.
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28 de out. de 2009

30 dias do Blog Contextura

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Ontem o Blog Contextura completou 30 dias de existência e como prometido, de se fazer pelo menos um post por dia, completaram também 30 postagens.

Está sendo muito gratificante esta experiência, que pretendo levar adiante. Primeiro por estar cumprindo aquilo que foi proposto e segundo por estar atingindo seu escopo.

Tenho recebido um significativo retorno, principalmente através de e-mails, nos quais as pessoas têm manifestado que o conteúdo está agradando.

Gostaria que houvessem mais comentários nos posts, mas parece que há uma certa dificuldade operacional. Para facilitar fiz uma postagem orientando como fazer comentários.

Neste momento há registro de 370 visitas, o que considero muito bom. Valendo dizer que meus acessos não são computados. Utilizo três máquinas, nas quais edito e configuro o blog e assim o IP delas fica registrado para não computar meus acessos, segundo as regras do Megacontador.

Mais importante do que o registro quantitativo de acessos são os perfis das pessoas que os fazem e o carinho que tenho percebido.

Nesse ritmo, espero completar um ano com pelo menos 365 postagens, sendo que, para tanto, necessito da participação de vocês que é um estímulo inestimável.

No mais, tenho que comemorar e agradecer a participação de todos nesta empreitada.

Um grande abraço!

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"O Bom Samaritano" ou "O Bom Travesti" - Uma parábola dos tempos modernos

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Acho fantástico esse texto do Rubem Alves, portanto gostaria de compartilhá-lo com vocês.

E perguntaram a Jesus: "Quem é o meu próximo?" E ele lhes contou a seguinte parábola:
Voltava para sua casa, de madrugada, caminhando por uma rua escura, um garçom que trabalhara até tarde num restaurante. Ia cansado e triste. A vida de garçom é muito dura, trabalha-se muito e ganha-se pouco. Naquela mesma rua dois assaltantes estavam de tocaia, à espera de uma vítima. Vendo o homem assim tão indefeso saltaram sobre ele com armas na mão e disseram: "Vá passando a carteira". O garçom não resistiu. Deu-lhes a carteira. Mas o dinheiro era pouco e por isso, por ter tão pouco dinheiro na carteira, os assaltantes o espancaram brutalmente, deixando-o desacordado no chão.
Às primeiras horas da manhã passava por aquela mesma rua um padre no seu carro, a caminho da igreja onde celebraria a missa. Vendo aquele homem caído, ele se compadeceu, parou o caro, foi até ele e o consolou com palavras religiosas: "Meu irmão, é assim mesmo. Esse mundo é um vale de lágrimas. Mas console-se: Jesus Cristo sofreu mais que você." Ditas estas palavras ele o benzeu com o sinal da cruz e fez-lhe um gesto sacerdotal de absolvição de pecados: "Ego te absolvo..." Levantou-se então, voltou para o carro e guiou para a missa, feliz por ter consolado aquele homem com as palavras da religião.
Passados alguns minutos, passava por aquela mesma rua um pastor evangélico, a caminho da sua igreja, onde iria dirigir uma reunião de oração matutina. Vendo o homem caído, que nesse momento se mexia e gemia, parou o seu carro, desceu, foi até ele e lhe perguntou, baixinho: "Você já tem Cristo no seu coração? Isso que lhe aconteceu foi enviado por Deus! Tudo o que acontece é pela vontade de Deus! Você não vai à igreja. Pois, por meio dessa provação, Deus o está chamando ao arrependimento. Sem Cristo no coração sua alma irá para o inferno. Arrependa-se dos seus pecados. Aceite Cristo como seu salvador e seus problemas serão resolvidos!" O homem gemeu mais uma vez e o pastor interpretou o seu gemido como a aceitação do Cristo no coração. Disse, então, "aleluia!" e voltou para o carro feliz por Deus lhe ter permitido salvar mais uma alma.
Uma hora depois passava por aquela rua um líder espírita que, vendo o homem caído, aproximou-se dele e lhe disse: "Isso que lhe aconteceu não aconteceu por acidente. Nada acontece por acidente. A vida humana é regida pela lei do karma: as dívidas que se contraem numa encarnação têm de ser pagas na outra. Você está pagando por algo que você fez numa encarnação passada. Pode ser, mesmo, que você tenha feito a alguém aquilo que os ladrões lhe fizeram.
Mas agora sua dívida está paga. Seja, portanto, agradecido aos ladrões: eles lhe fizeram um bem. Seu espírito está agora livre dessa dívida e você poderá continuar a evoluir." Colocou suas mãos na cabeça do ferido, deu-lhe um passe, levantou-se, voltou para o carro, maravilhado da justiça da lei do karma.
O sol já ia alto quanto por ali passou um travesti, cabelo louro, brincos nas orelhas, pulseiras nos braços, boca pintada de batom. Vendo o homem caído, parou sua motocicleta, foi até ele e sem dizer uma única palavra tomou-o nos seus braços, colocou-o na motocicleta e o levou para o pronto socorro de um hospital, entregando-o aos cuidados médicos. E enquanto os médicos e enfermeiras estavam distraídos, tirou do seu próprio bolso todo o dinheiro que tinha e o colocou no bolso do homem ferido. Terminada a estória, Jesus se voltou para seus ouvintes. Eles o olhavam com ódio. Jesus os olhou com amor e lhes perguntou: "Quem foi o próximo do homem ferido?"
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Fragmento

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Há muito admiro a estética e a tônica da poesia concretista, tendo, inclusive, arriscado escrever algumas peças simples, mas importantes para mim. Gostaria de traze-las para cá, mas a limitação gráfica do blog (ou minha) não me permite faze-lo. Mas estudarei uma forma de viabilizar a postagem desses poemas.

Aprendi a gostar dessa escola com os mestres Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos, e através deles conheci o russo Maiakovski (foto) que tem uma obra genial.

A idéia desse post nasceu quando, hoje, revisitando um livro do Maiakovski, deparei com uma frase que gosto muito e que faz bem lê-la. Assim achei que seria oportuno traze-la para o Blog, para o nosso deleite.

"Dizem que em algum lugar,
parece que no Brasil,
existe um homem feliz."
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Vladimir Maiakovski
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27 de out. de 2009

Diferença entre justo e correto.

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Dois advogados encontram-se no estacionamento de um MOTEL e notam que um está com a mulher do outro.

Logo após alguns instantes de saia justa, um diz ao outro, em tom solene e respeitoso:

- Caro colega, creio eu que o correto seria que a minha mulher venha comigo, no meu carro, e a sua mulher volte com Vossa senhoria no seu.

Ao que responde o outro:

- Concordo plenamente, caro colega, que isso seria o correto, mas não seria justo, levando-se em consideração que vocês estão saindo, e nós estamos apenas chegando.

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A vida tem nuanças que constantemente nos surpreende, às vezes com coisas boas, outras com ruins e às vezes são indiferentes, mas ao final se equilibram e o saldo é sempre inócuo, voltamos à nossa zona de conforto e equilíbrio.
by Ildeu
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Valeu!, Luciana.

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No dia 22/10/09 fiz uma postagem sobre a música “As Andorinhas” e ilustrei com uma imagem de meu arquivo, há muito tempo guardada, e que tinha tudo a ver com o assunto.

Hoje, recebi da Luciana Veloso, que tem acompanhado assiduamente o Blog, uma foto que é muito parecida com aquela do post, tanto no tema como nas nuanças de cor.

Porem, esta foto está mais para “Pombo Correio” do Morais Moreira, do que para “As Andorinhas”, dado congestinamento de “registros sonoros” na “pauta musical”.

Agradeço à Luciana a atenção e seu prestígio ao Blog. São pessoas como você que têm me estimulado a seguir em frente nesta atividade de blogueiro.

Obs.: Os créditos da foto são da Isabel, que é irmã da iogue Luciana, registrado “ontem à tarde em Divinópolis, na Rua Pernambuco”. E como a mesma disse, é “Muito lindo!”
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Tudo na vida é uma questão de postura.

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26 de out. de 2009

Até quando seremos reféns pacíficos da corrupção e do tráfico de drogas?

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Temos hoje instalado no país, de forma crônica, a corrupção e o tráfico de drogas que são as maiores causas da desordem social em que vivemos, sendo que um alimenta o outro.

É de se destacar que a corrupção é mais abrangente, tendo sua repercussão em muitas outras áreas da sociedade, tais como saúde, educação, segurança pública, dentre outras, porém, ora será focado exclusivamente seus efeitos no tráfico de drogas ilícitas, que certamente é o maior dos problemas.

O curioso é que, na realidade, não existe um interesse por parte do Poder Público em solucionar esse problema. O que vemos nos noticiários como medidas para coibirem o tráfico não passam de pirotecnia.

Tanto que temos uma legislação extremamente paternalista para com o usuário de drogas, que na verdade o instiga ao consumo, sendo este a força motriz do tráfico.

Ao passar uma imagem de reprimenda ao tráfico de drogas o Poder Público busca evidenciar que está a tomar medidas para solucionar o problema, o que na verdade não é de seu interesse, pois ao proteger o usuário o está alimentando, porém de forma dissimulada.

Esta situação acontece por razões óbvias. Existe muita gente, mas muita mesmo, com poder de decisão, envolvida com o tráfico, assim, não há interesse em acabar com esse "negócio" lucrativo.

Se houvesse uma “tolerância zero” para com o usuário, um trabalho de base com as crianças, em prol do desestimulo ao consumo de drogas, por si só o tráfico enfraqueceria.

Mas o que ocorre é justamente o contrário. O consumo de bebidas alcoólicas por jovens tem crescido sobremaneira, tanto em volume como a cada dia mais cedo tem se iniciado nesta perniciosa prática.

É sabido que a bebida alcoólica é porta de entrada para o uso de drogas ilícitas, mas nada tem sido feito no sentido de preparar as crianças e adolescentes, pois se houvesse uma mobilização séria e determinada neste sentido, haveria resultado.

É muito triste a situação em que se encontra a maioria dos jovens, consumindo bebidas e drogas que gera a criminalidade e faz ruir o alicerce que irá servir de base para a sociedade em que viverão no futuro, pois será formada por adultos sem qualquer estrutura física e emocional para conduzir suas vidas de forma saudável e digna.

Vivemos num sistema podre, onde impera a ganância que gera a corrupção, que fomenta o tráfico que faz com que aumenta a cada dia mais o consumo de drogas que gera lucros para os corruptos, que estimula o tráfico...

Até quando suportaremos isso?
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25 de out. de 2009

17ª Corrida Rústica de São Francisco de Assis

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Depois de um intervalo de cerca de dois meses nas corridas do circuito “Conheça Divinópolis Correndo”, hoje tivemos uma prova, a 17ª Corrida Rústica de São Francisco de Assis.

Embora não fosse recomendada minha participação, vez que ontem corri no JAM em Belo Horizonte (vide post anterior), por teimosia participei da prova, o que prejudicou sobremaneira minha performance.

Este ano participei de duas provas em dias consecutivos por várias vezes, o que me levou à conclusão não ser recomendável ante o desgaste físico. E hoje, mais uma vez, por paixão ao atletismo desrespeitei esta orientação do corpo.

Parece até que corredor gosta de “sofrer”, mas não é. Não verdade o prazer suplanta as dificuldades. Nesta prova senti muita dor na coxa, não devido à lesão, mas por fadiga. Nada insuportável, o comprometimento maior foi a performance.

No mais, as provas do circuito, voltaram com a carga toda e com uma participação bastante expressiva nos propiciando uma manhã de domingo bonita, alegre e gostosa, como sempre são os dias de prova.

De quebra a Glória subiu ao podium e recebeu seu 13º troféu.

A próxima corrida do circuito será dia 08/11 no Bairro Nossa Senhora da Conceição, com um percurso de 9,7 km. Até lá!
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24 de out. de 2009

JAM – A Olimpíada do Advogado!!!

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Hoje, participando do 9º JAM – Jogos dos Advogados Mineiros, tive a oportunidade de representar a Subseção de Divinópolis na corrida de pista de 3000 metros.

Lamentavelmente não tive o desempenho esperado, e ainda mais tendo como competidores os advogados Romeu de Divinópolis, Homero de Poços de Caldas, verdadeiras feras das corridas, dentre outros corredores muito bons.

A minha performance só veio confirmar o que todos já sabemos, se queremos colher bons resultados, temos que trabalhar para isso, e eu realmente fui negligente. Estou acostumado a correr distâncias maiores, que requer resistência e para esta prova era imprescindível treinar velocidade, explosão o que não fiz.

Mas a beleza da festa suplantou esse detalhe. Foi a primeira vez que participei, e fiquei surpreendido com a beleza do local e a infraestrutura do evento que aconteceu no SESC Venda Nova e com a organização da OAB, que foi impecável.

Com toda certeza o ano que vem estarei lá. Os corredores que se cuidem, pois, agora, além de conhecer a prova, treinarei bastante.

Não poderia deixar de ressaltar a atenção e gentileza dispensadas pelo Tuca, a quem tenho muito a agradecer e elogiar seu empenho em fortalecer o evento.

Outro ponto positivo foi a oportunidade de conhecer várias pessoas e encontrar com colegas que via de regra só vemos nos ambientes forenses, engravatados e formais. Foi um momento agradável, descontraído e alegre, onde prevaleceu a educação, gentileza e urbanidade.

Até a próxima!
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22 de out. de 2009

Tudo em pouco

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No início da década de 1970 surgiu o vanguardista grupo Secos e Molhados e com ele uma músicas de excelente qualidade apresentadas com um apelo cênico jamais visto.

Dentre estas músicas estava “As Andorinhas”, um poema de Cassiano Ricardo, musicado por João Ricardo que culminou numa peça minimalista, carregada de um forte conteúdo, capaz de passar uma mensagem profunda em poucas palavras, e para completar, na voz impecável do até então desconhecido Ney Matogrosso.

Nos fios tensos
Da pauta de metal
As andorinhas gritam
Por falta de uma clave de sol

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Corra, corra, corra...

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“Toda manhã na África, uma gazela acorda.
Ela sabe que precisa correr mais rápido
que o mais rápido leão ou será morta.
Toda manhã um leão acorda.
Ele sabe que precisa correr mais rápido
que a gazela mais lenta ou ele morrerá de fome.
Não interessa se você é um leão ou uma gazela.
Quando o sol aparecer, saia correndo!”
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21 de out. de 2009

Todos fazemos diferença.

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Esta semana, a coluna da Lya Luft, na Revista Veja, destacou a seguinte frase: “dentro de minhas limitações pessoais e de minha condição individual, eu faço diferença, todos fazemos”.

Inquestionável a pertinência desta colocação, mas lamentavelmente não é reconhecida e por isso não há imposição desse poder fazendo com que as coisas aconteçam segundo interesses dignos.

A maior prova disso é o que acontece por oportunidade de uma eleição, pois os eleitos nunca correspondem ao anseio da população. Essa desídia reflete na calamitosa situação de que nem o seu eleito corresponde ao seu anseio.

Ou seja, o importante instrumento do voto não é utilizado de forma responsável, pois sem levar em consideração de que fazemos diferença, vota-se por votar, sem sopesar a importância daquele ato.

Neste sentido vale considerar que o voto nulo é um ato legítimo e, sobretudo, coerente, pois mais vale anular o voto do que votar em um desconhecido.

Não se mostra razoável votar em alguém que não se conhece e a avassaladora maioria da população não conhece os candidatos, a não ser pela imagem passada por eles, que em regra são dissimuladas. Até atos no exercício do mandato muitas vezes são encenações para demonstrar uma correspondência à vontade popular. Tapas em frente o público e beijos nas coxias.

Há que se considerar que o ato de votar é passar uma procuração em branco e uma pessoa esclarecida, em sã consciência, não assina uma procuração em branco nem para um conhecido o que dirá para um desconhecido.

Fica aqui um convite: vamos fazer diferença, não só nas eleições, mas na várias situações que acontecem no dia-a-dia em que se impera um comportamento para fazer um mundo melhor.
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20 de out. de 2009

A bênção, Geraldo Marcolino!


Há muito tempo eu vinha praticando corrida de rua, porém de forma descontinuada, desorganizada, irresponsável quanto aos cuidados exigidos por este esporte cativante, o que mudou a partir de janeiro de 2008.

No natal de 2007 eu e a Glória, que nunca correu, decidimos participar da São Silvestre de 2008.

Assim, começamos a pesquisar uma forma de operacionalizar este projeto, o que nos direcionou a fazer contato com o Geraldo Marcolino, um visionário das Corridas de Rua em Divinópolis e membro da ACORD (Associação dos Corredores de Rua de Divinópolis), da qual é um dos fundadores.

A partir desse contato, tomamos conhecimento das provas na cidade e também tornamo-nos membros da ACORD, bem como iniciamos um treinamento regular.

Desta feita tivemos a oportunidade de participar de 19 provas no ano de 2008, aqui e fora, tendo culminado com a participação na 84ª São Silvestre em 31 de dezembro de 2008, o que foi uma experiência ímpar.

Portanto, consideramos o Geraldo Marcolino nosso padrinho por nos introduzir não só no mundo das Corridas de Rua como na ACORD, a quem agradecemos muito.

A bênção, Geraldo Marcolino!

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Speak up my friends...

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Parafrazeando um brocardo britânico eu digo: Speak up my friends, this is a free blog!

Tenho recebido muito retorno do Blog, através de e-mails, telefonemas ou pessoalmente, o que tem sido gratificante.

Muitas pessoas têm perguntado como se faz comentários sobre os posts, pois têm tentado e não conseguido.

É muito simples, basta seguir os seguintes passos.

- click em “Comentários”, abaixo de cada post,
- Em “Comentar como” selecionar o perfil “Conta do Google”,
- digitar o comentário no quadro acima,
- clicar em “Visualizar“ e depois,
- em “Postar Comentário”.

Caso não aceite é só clicar novamente em “Visualizar”.

Fiquem à vontade. Estou aguardando comentários, sugestões, críticas, afinal, this is a free blog!

Um grande abraço

Ildeu

19 de out. de 2009

Meditação

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A cada dia mais se preconiza a milenar prática da meditação com várias finalidades, mas pouco se esclarece sobre a sua essência e como fazer acontecer.

Talvez devido à simplicidade deste ato acaba por se tornar extremamente complicado, pois estamos tão acostumados com complexidades, que não acreditamos naquilo que é simples e de fácil alcance.

A essência da meditação é uma “não mente”, assim, equivocadamente muitas pessoas ensinam que o ato de meditar é frear os pensamentos, ou seja, parar de pensar, o que na verdade é impossível.

Não há como parar o fluxo de pensamento. Esta não é uma afirmação minha, mas da ciência. Pensamos o tempo todo e vários pensamentos ao mesmo tempo e às vezes até alguns que não damos conta de que estão permeando nossa mente.

Assim, meditar não é parar os pensamentos, por ser impossível, mas sim abstrair deles, não deixar que interfiram em você no momento da prática.

Certamente esta afirmação de que meditação é a ausência do pensamento, nasceu de pessoas que, por um domínio total da técnica, nem percebem que estão pensando, assim acham que os pensamentos não estão presentes, o que é um equívoco.

Meditação não é concentração, é abstração, é entrega a um estado de abandono, desapego a tudo. É permanecer por um tempo intato pelo mundo, em contato com a sua verdadeira essência, isento de interferências internas e externas.

A despeito dos pensamentos estarem intimamente ligado ao nosso âmago, na verdade são reproduções e frutos de situações, fatos e impressões externas.

Quando estamos concentrados em algo, não percebemos o que ocorre à nossa volta, o que demonstra ser possível esta abstração buscada na meditação.

Quando meditamos, vamos muito além da concentração, pois há uma abstração total o que faz com que não percebamos o que ocorre à nossa volta ou em nosso interior.

Concentração é foco e meditação é um abandono total, uma abstração ao extremo, sem um foco específico, embora existam algumas técnicas nas quais para iniciar utiliza-se algum elemento para direcionar a atenção, como a respiração, o que logo é deixado de lado espontaneamente assim que começa a dominar a prática.

Acredito que muitas pessoas gostariam de meditar. Tentam, tentam, tentam... não conseguem e então deixam a prática sem mesmo ter experimentado a agradável sensação que ela proporciona.

Isso ocorre devido à ansiedade gerada pela tentativa de barrar os pensamentos e não conseguir, o que só faz gerar mais pensamento, então o iniciante acredita que não tem dom, capacidade, potencial espiritual para esta empreitada e a abandona sem mesmo ter iniciado e isso se dá devido à má orientação que está preconizando o impossível.

Meditar não depende de dom, aptidão, alguma capacidade especial e tão pouco de potencial espiritual. Cuida-se de uma prática, isenta de credos religiosos, que qualquer um está apto, desde que tenha interesse e persista.

Assim convido vocês a experimentarem essa sensação, que proporcionará um encontro com sua verdadeira essência, isento de interferências de qualquer natureza o que irá gerar um fortalecimento do ego propiciando uma melhor capacidade para enfrentar as mazelas do dia-a-dia.

É tão forte e intensa a sensação experimentada, que pouco tempo de prática diária será suficiente para haver uma mudança interna que refletirá positivamente na vida externa.

Boa experiência!
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18 de out. de 2009

1ª Corrida Sunless III


Hoje tivemos uma manhã de domingo muito agradável, pois aconteceu a 1ª Corrida Sunless que foi uma festa maravilhosa. Nós corredores pudemos reencontrar com pessoas amigas e que falam a mesma língua.

O tempo foi generoso permanecendo nublado e no final até fomos premiados com uma leve garoa.
Foi realmente “sun less”!

A prova foi ótima, como já esperado, mas gostaria de destacar alguns pontos positivos:

· A largada ocorreu pontualmente no horário marcado;
· Durante o percurso existiam marcações bem destacadas indicando a quilometragem percorrida;
· Houve fartura de abastecimento de água e com postos bem distribuídos;
· A camisa da prova, além de bonita veste muito bem;
· A medalha também agradou geral;
· Houve distribuição de frutas no final, o que é muito importante;
· Não poderia deixar de ressaltar a gentileza e boa receptividade por parte da FARMAX e da RD que, desde a entrega dos kits atenderam muito bem os corredores.

Quanto à minha performance, nesta corrida tive um dos meus melhores resultados, pois consegui manter um ritmo de 5 min/km.

No mais, fica aqui os meus parabéns à FARMAX e à RD, em especial ao Rominho Duarte, pelo sucesso alcançado e a expectativa da 2ª edição.

Vale chamar a atenção mais uma vez quanto à premiação por faixa etária para a próxima edição. Até a próxima...

16 de out. de 2009

Canto Laico

ildeu guimarães mendes

Meus templos são as ruas,
calçadas, asfaltadas, cimentadas.
As estradas de terra batida,
empoeiradas, enlameadas, bucólicas.
As vias de tráfego rápido.

Minhas orações são meus pensamentos vagos,
que permeiam minha respiração ofegante
e meu coração acelerado,
formando um compasso
em ritmo de uma lamúria ladainhosa.

Meus rituais são os movimentos compassados
de minhas pernas que vão e ficam para trás,
acariciando os caminhos por ande passa,
em uma seqüência harmoniosa,
em sintonia com todo o meu ser.

Minha divindade é o ar que entra pelas minhas narinas,
o sangue que circula velozmente por minhas veias,
o batuque acelerado do meu coração,
a sensação de não mais poder,
a sensação de tudo poder. O êxtase.

Poema concebido em 24/09/2009, à noite, durante um treino pesado e extenuante.
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15 de out. de 2009

Sara’Mago’ das Palavras


Usando um trocadilho sempre chamei esse escritor genial, de “Sara’Mago’ das palavras”, razão do título do post.

Tendo lido esta matéria, cujos créditos é da Agência EFE, não poderia deixar de trazê-la para cá, primeiro, por ser sobre o maior escritor vivo da língua portuguesa e segundo pelo assunto que é uma das propostas do Blog.
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Saramago chama Igreja de "reacionária" e acusa Bento XVI de "cinismo"

O escritor português e Nobel de Literatura (1998) José Saramago chamou o papa Bento XVI de "cínico" e disse que a "insolência reacionária" da Igreja precisa ser combatida com a "insolência da inteligência viva".

"Que Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar seu neomedievalismo universal, um Deus que ele jamais viu, com o qual nunca se sentou para tomar um café, mostra apenas o absoluto cinismo intelectual" desta pessoa, disse Saramago em um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D'Arcais, que hoje lança "Il Fatto Quotidiano".

Saramago, por sua vez, encontra-se na capital italiana para divulgar o livro "O Caderno" e se reunir com amigos italianos, como a vencedora do Nobel de Medicina Rita Levi Montalcini (1986).

No colóquio com Flores D'Arcais, Saramago afirmou que sempre foi um ateu "tranquilo", mas que agora está mudando de ideia.

"As insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só tem interesse no poder", afirmou.

Segundo Saramago, a Igreja não se importa com o destino das almas e sempre buscou o controle de seus corpos.

Perguntado se o pouco compromisso dos escritores e intelectuais poderia ser uma das causas da crise da democracia, o escritor disse que sim. Porém, disse que este não seria o único motivo, já que toda a sociedade encontra-se nesta condição, o que provoca uma crise de autoridade, da família, dos costumes, uma crise moral em geral.

Saramago destacou que o fascismo está crescendo na Europa e mostrou-se convencido de que, nos próximos anos, ele "atacará com força". Por isso, ressaltou, "temos que nos preparar para enfrentar o ódio e a sede de vingança que os fascistas estão alimentando".

A visita de Saramago a Roma acontece a um dia do lançamento do seu mais novo livro "Caim", no qual volta a tratar da religião. - Roma, 14 out 09 (EFE)
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11 de out. de 2009

1ª Corrida Sunless II

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Depois do primeiro post sobre a Corrida SUNLESS, a FARMAX, que está promovendo o evento, bem como a RD, empresa organizadora, através do Rominho Duarte, entraram em contato comigo e manifestaram o seguinte:

- Concordam e acham pertinentes as minhas colocações sobre o horário da corrida e a falta da premiação por categorias de faixa etária.

- Informaram que os tópicos acima estão em pauta para serem corrigidos na próxima edição da corrida.

- Há grande empenho e investimento para que nós corredores nos surpreendamos com a estrutura e organização do evento.

- Como forma de minimizar o sol, devido o horário, serão distribuídos aos participantes Filtro Solar Sunless Fator de Proteção 30.

- Haverá um consultório itinerante da ACCCOM (Hospital do Câncer), orientando sobre a prevenção e a importância do uso do protetor, bem como fazendo avaliações de pele.

O mais importante é que pude perceber uma boa vontade no sentido de acertar e melhorar a próxima edição da corrida, tanto por parte da FARMAX, como da RD, e que estão abertos a sugestões e críticas, o que é muito raro.

Está evidente que a corrida promete ser uma bonita festa e que teremos muito a ganhar com sua introdução no calendário das provas em Divinópolis.

Sábado passado, no final da tarde, fiz o percurso, acompanhado da Glória, e gostamos muito, a despeito de longas retas é repleto de agradáveis subidas e decidas o que quebra a monotonia. Lembra uma Pentecoste menor e mais leve. Excelente para iniciantes, bem como para veteranos quebrarem suas marcas de tempo para a distância.

Como disse no post anterior, vamos prestigiar a corrida que tem tudo para ser um evento inesquecível e eventuais desacertos, são aceitáveis por se tratar da 1ª edição.

Eu e a Glória já nos inscrevemos e estaremos esperando por vocês lá!

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10 de out. de 2009

Viva o Embuste!

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Foi uma perplexidade geral a escolha do Barack Obama para o prêmio Nobel da Paz. No fundo nem o próprio acredita ser merecedor.
Para justificar o ato, a única saída de seus simpatizantes foi dizer que o prêmio servirá para incentivá-lo a contribuir para a paz no mundo. Ou seja, teria sido laureado por antecipação.
O que é um absurdo.
Outra explicação seria devido ao enorme contraste com seu antecessor, quando ele passou a ser confundido com a Madre Teresa de Calcutá, embora esteja muito longe qualquer semelhança, por menor que seja.
Mas na verdade a cada dia que passa tem sido evidenciado que estas instituições funcionam por pressões políticas, financeira, econômica e até interesses pessoais.
Exemplo disso é o Oscar, quantos filmes, atores, diretores realmente bons, foram postergados ao longo da história e em prol de se premiar verdadeiros absurdos.
Não vamos longe, a Academia Brasileira de Letras tem como membros verdadeiras aberrações, por exemplo, o Sarney, isso mesmo, o do bigode. Que potencial literário esse indivíduo tem? Não é de duvidar que seus livros publicados foram redigidos por um ghost writer. E não é só, lá também está o Paulo Coelho, que tem como atividade literária, basicamente, compilações e literatura barata.
Vindo mais próximo, no nosso meio, é comum encontramos em estabelecimentos comercias um grande diploma na parede onde se lê “Consagração Pública”, dourado, em letras garrafais, todo pomposo. Na verdade cuida-se de um prêmio comprado. Um vendedor antecipadamente propõe a venda ao estabelecimento, este paga um valor, em um dia marcado há uma solenidade de entrega do prêmio, com ampla divulgação pela imprensa, passando a imagem de que a premiação cuidou-se realmente de uma escolha pública.
Lamentável é termos que aturar essas encenações de quinta categoria com essa trupe embusteira, onde um se apresenta como salvador da pátria, outro como intelectual esnobe, outro que esconde atrás de um bigode coisas do arco da velha e por aí vai.
Assim, diante de nossa deplorável passividade, só nos resta ir nadando por este mar de lama e bradando um sonoro: viva o embuste!
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7 de out. de 2009

Quitando as Contas sem Dinheiro!

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Este post é dedicado à Turma do 2º Período de Economia da UFSJ, em especial à Marina, Angélica, Joyce e Amanda.

Só mesmo o Celso Furtado para explicar!

Maio de 2009, numa cidade litorânea do RS, muito frio e mar agitado, a cidade parece deserta.Os habitantes, endividados e vivendo as custas de crédito.
Por sorte chega um gringo rico e entra num pequeno hotel.

O mesmo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.
Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
Este pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo.
O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário liquidar sua dívida.
O veterinário, com a nota em mãos, vai até a zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, às vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações, e paga a conta.
Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede a nota de volta, agradece, diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.
Ninguém ganhou nenhum vintém, porém agora toda a cidade vive sem dívidas e começa a ver o futuro com confiança!

Moral da história: Quando circula o dinheiro, não há crise!
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6 de out. de 2009

1ª CORRIDA SUNLESS CONTRA O CÂNCER DE PELE

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Depois de um jejum de 48 dias sem participar de qualquer prova na cidade, domingo próximo, dia 18, vai acontecer a 1ª CORRIDA SUNLESS CONTRA O CÂNCER DE PELE, que tem tudo para ser uma bonita festa.

Já fiz minha inscrição, e estarei presente no evento, com todo entusiasmo, embora tenha achado incoerente, o horário da largada, que será às 9:30 horas, com uma das finalidades da prova, que é “promover a conscientização da prevenção contra o Câncer de Pele”.

Todos sabemos que nem sempre as largadas ocorrem nos horários previstos e mesmo que esta corrida seja pontual, os corredores mais lentos demorarão cerca de 50 minutos e como de praxe, todos ficarão esperando resultado e conversando depois da prova, o que estenderá até próximo do meio-dia e debaixo de um sol escaldante.

Não precisaria dizer que a forma mais eficaz para prevenção do câncer de pele é evitar sol a partir do horário da largada da corrida até por volta das 4 horas.

Mesmo que considerarmos o horário de verão, ainda assim os participantes e público ficarão um bom tempo sob o sol no horário pernicioso, ademais, com o notório aquecimento global, já percebemos um aumento da temperatura e assim sendo certamente o horário preconizado pela medicina como maléfico, será ampliado.

Outra falha imperdoável do regulamento é a inexistência de premiação por faixa etária, o que lamentavelmente afastará muitos corredores.

Como disse, mesmo assim, diante destas falhas, participarei da corrida por dois motivos, primeiro pela avidez de participar de uma prova e segundo, com o objetivo de prestigiar a iniciativa, no afã de que na segunda edição seja aprimorada.

Assim, fica aqui o meu protesto e a expectativa de que a organização atente para esses detalhes em respeito ao corredor, que é quem faz a festa acontecer.

No mais, boa corrida para todos!!!
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5 de out. de 2009

Trabalho do ilustrador Orlando Pedroso


Centenário do Sr. Gabriel Pinto


Na sexta-feira passada, 02/10/2009, à noite, em Perdigão, estive em uma comemoração inusitada.

Foi comemorado o centenário do Sr. Gabriel Pinto, falecido há cerca de dez anos.

É muito comum comemorar o centenário de alguma celebridade importante, como um escritor, um estadista, mas não de nós, simples “mortais”.

Achei a iniciativa fantástica, promovida pela família. Primeiramente pelo homenageado merecer a celebração, e também por esta pequena e significativa família que conheço há mais de trinta anos para com a qual tenho muita afeição.

Esta família: a D. Maria; a Glorinha e o Robson que conheço desde tenra idade, - faz parte de minha história, e de forma significativa, como também da Glória, dado ao parentesco, proximidade e amizade.

No mais, o evento foi maravilhoso, pequeno, mas caloroso com a presença de amigos e familiares, que, como sempre, são extremamente simpáticos e agradáveis.

Parabéns a esta família maravilhosa pela iniciativa e estamos aguardando a comemoração do centenário da D. Maria, porém, em vida, que no alto de seus 97 anos participou do evento com muita alegria e entusiasmo.

Fica aqui um exemplo e sugestão a todos, para não só comemorar em vida, mas também a vida!
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2 de out. de 2009

O Intelectual e o Larápio


Há algum tempo recebi esta história, de uma pessoa muito espirituosa, que me fez dar boas gargalhadas. Quando anteriormente abordei uma frase do Rui Barbosa, imediatamente me recordei desta pilhéria e coloquei em meus planos postá-la.

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Contam que Rui Barbosa, ao chegar em casa um certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou um ladrão tentando levar seus patos de criação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:

- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, sem nada entender, falou:


- Dr., é pra eu levá ou deixá os pato?


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“...tudo que eu não sabia e que eu sempre quis...”
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1 de out. de 2009

The End – Fim – Fin


Calma!, não estou encerrado o Blog.

Algo que sempre intrigou o Velho Ildeu, que gostava muito de filmes, era a transcrição “THE END” nos finais daqueles produzidos em inglês, ao contrário das películas em português onde lemos “FIM”, ou em francês “FIN”.

Evidentemente que esta curiosidade também me contagiou, vez que éramos muito próximos e a despeito de sua taciturnidade, conversávamos muito.

Hoje vejo a questão de forma muito simples. Existem vários verbos em inglês que têm um substantivo a ele correspondente, por exemplo, o verbo “choose” tem como substantivo “choice”, traduzindo respectivamente, “escolher” e “escolha”, mas isso não ocorre com todos os verbos na língua inglesa.

No caso do verbo inglês “END” (finalizar, terminar), diferentemente do português, este não tem um substantivo correspondente.

Se lançado no final do filme, exclusivamente “END”, será interpretado em um determinado tempo verbal, que a meu ver seria o imperativo, “finalize”, “termine”, o que estaria errado.

Porém a solução gramatical da língua inglesa para suprir esta “falha”, ou seja, para substantivar o verbo “END” é antecedê-lo do artigo “THE”, transformado-o em “FIM”.

Esta é a razão de lermos “THE END” no final dos filmes americanos ou produzidos em inglês. Espero que tenha sido claro e contribuído com aqueles que gostam do idioma do Tio Sam.

Obs.: O Velho Ildeu é meu saudoso Pai, já falecido.

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CARPE DIEM

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“Não existe coisa mais dolorosa do que matar o tempo.
Ficar sete horas vendo televisão para matar o tempo; jogar cartas para matar o tempo; também há o consumo de drogas para matar o tempo... Uma fuga da insignificância. Matar o tempo é também uma metáfora da morte, uma tentativa de trabalhar a ansiedade para chegar mais rapidamente à morte.”
(Fernando Gabeira)
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